Uma forma diferente de gerir

Em 1950, nascia em Londres, Inglaterra, a criança que 61 anos depois seria um dos homens mais ricos do mundo, e de um pensamento administrativo de dar inveja a qualquer CEO.

Sem sombra de dúvidas, as idéias de Richard vão contra a de muitos administradores por aí. Mas ele (Richard) às aplica e mostra o resultado.

Qual resultado? Em 1970 (20 anos depois do nascimento) Branson fundava a companhia Virgin. Inicialmente, a Virgin apenas comercializava discos de música pelo correio. Hoje em dia, a Virgin opera desde o setor de internet, financiamentos, cosméticos, trens até linhas aéreas terrestres e “tours” que prometem levar civis ao espaço.

No total, a marca Virgin ostenta 400 companhias ao redor do mundo! Segundo Branson, cada companhia opera de forma independente. Independência essa que ele faz questão que cada uma tenha, através dos seus diretores, que gozam do mesmo direito.

Uma das únicas (senão a única) companhias que Branson faz questão de dirigir é a Virgin Atlantic (empresa aérea britânica).

Um dos princípios que Branson procura seguir, para evitar a perda de controle da sua marca. É apenas negociar as companhias com terceiros. Logo, o Grupo Virgin em si é poupado de negócios. Apenas suas companhias.

Um exemplo foi a própria Virgin Atlantic. Que há alguns anos atrás, 51% da empresa foi vendida à Singapore Airlines. Porém, Richard Branson permaneceu com a maior parte, 51%.

Em 2008, o Grupo Virgin foi avaliado em 21,3 bilhões de dólares.

Ok, mas até agora não vi nada de muito diferente na forma de gerir.

Vamos lá!

Como o Rolim tinha os seus 7 mandamentos, a gerência de Branson conta com 10 mandamentos:

1 – Provoque alguém maior que você
2 – Aja como um hippie, agite como um hippie
3 – Barganhe: tudo é negociável
4 – Faça do tabalho uma diversão
5 – Faça o melhor pela sua marca
6 – Sorria para as câmeras
7 – Não lidere cordeiros, pastoreie gatos
8 – Mais rápido que uma bala
9 – Tamanho é importante
10 – Nunca perca o toque pessoal

Para saber mais sobre cada um desses pontos, procure nas livrarias: “O estilo Richard Branson de gerir” (Editora Gente, São Paulo, 2009)

Nesse post, vamos apenas falar sobre os mandamentos 4, 6 e 10.

Faça do trabalho uma diversão

“Na opinião de Richard Branson, negócios devem ser divertidos. Esse é um fator importante da sede de Branson por trabalho e do sucesso de suas empresas. Criar uma cultura de trabalho excitante é a melhor maneira de motivar e reter bons colaboradores – e de lhes pagar menos. É um recurso útil, em especial quando não se tem uma reputação de inventor brilhante ou de administrador visionário. É muito bom ser inteligente, mas muito trabalho sem diversão não tem graça.”

“[…] Branson inspira as pessoas. Por inspirá-las, tem a capacidade de motivar aqueles que trabalham com ele e os força até o limite. Branson possui um potencial notável de capacitar pessoas a conquistarem o que não sabiam ser possível conquistar. […] Ele espalha confiança e uma crença de que nenhuma montanha é tão alta que não possa ser escalada.”

“Richard sempre contratou jovens brilhantes sem currículo e lhes deu liberdade para tocar projetos. Por exemplo, nos primeiros dias da Virgin Music, Branson contratava pessoas sem nenhuma experiência formal, mas que gostavam de música e tinham paixão por produzir discos. Sem supervisão, essas pessoas davam o melhor de si no trabalho para justificar a confiança da companhia. Naqueles dias, era comum as pessoas recusarem propostas que teriam dobrado seus salários. A razão? Gostavam muito de trabalhar na Virgin.”

Sorria para as câmeras

 Andrew Davidson, jornalista, já dizia: “há quem acredite que, a seu modo encantadoramente caótico, Branson controla a mais brilhante operação de relações públicas da Grã-Bretanha.”

“[…] Enquanto o McDonald’s tem Ronald McDonald, um palhaço de 1,80metro e cabelos vermelhos, e a Disney, um camundongo, a Vigin tem o presidente. Toda vez que sua foto aparece em um jornal ou revista, ele promove a marca Virgin.”

“É totalmente deliberada e, provavelmente, uma das mais eficazes estratégias promocionais empregadas pela companhia. É claro que o risco para a reputação da marca é alto caso a imagem pessoal de Branson seja maculada. Mas até hoje ela tem sido muito bem-sucedida, permitindo a ele construir a marca Virgin com um orçamento de propaganda extremamente baixo.”

“O segredo de suas campanhas de publicidade é uma compreensão instintiva do que atrai a mídia. Para dar publicidade ao lançamento de sua companhia aérea, por exemplo, Branson se apresentou à entrevista coletiva usando um capacete de piloto de couro marrom, ao estilo Biggles. Os editores adoraram e estamparam nos jornais, na primeira página, a fotografia de Branson. A história gerou tanto interesse público que a Virgin não precisou fazer propaganda dos primeiros voos.”

Nunca perca o toque pessoal

“O maior dom de Richard é a acessibilidade. Ele nos faz sentir que é um de nós. De muitas maneiras, essa é a lição mais difícil de todas. […] Mais que simples humildade, a capacidade de Branson de se misturar com pessoas de todas as classes é o que o destaca de praticamente todos os outros executivos. Esse é o verdadeiro segredo da perenidade de seu sucesso – e de sua popularidade.”

“Quem o conhece diz que Branson sempre vê as coisas do ponto de vista do consumidor. Isso é muito fácil fazer quando se está começando. Mas é notável continuar a fazê-lo depois de 35 anos, quando já se é multimilionário e presidente de um grupo de companhias que vale bilhões de dólares.”

Essa parte que se segue, é um pouco longa, mas acho importante para a ligação do empresário com o assunto que nós tratamos no blog.

“Sempre que voa por sua empresa aérea, o que acontece uma vez por semana, Richard Branson usa o tempo para falar com outros passageiros. Já foi dito que ele às vezes se supera, vestindo uniforme da comissária de bordo e servindo bebidas aos passageiros e à tripulação. Mas em muitas outras ocasiões ele apenas tenta falar com seus clientes para lhes perguntar o que pensam da companhia.[…]”

“Poucos gerentes de empresa – muito menos os presidentes e proprietários – se dão ao trabalho de conversar dessa maneira com os clientes. Ainda assim, todos sabemos que eles, como Branson, devem voar com frequência nos próprios aviões. A diferença é que Branson aproveita a oportunidade para ouvir os clientes, ao passo que os outros são importantes demais para se interessar por meros passageiros da classe econômica.”

“Mesmo que você queira ser cínico em relação a tudo isso e dizer que é apenas para dar boa impressão, é muito difícil não se deixar impressionar quando o presidente de uma companhia importante se dá ao trabalho de perguntar sua opinião sobre a empresa aérea dele.

Portante, é isso: a diferença entre Richard Branson e 99,9% dos indivíduos que dirigem grandes empresas é que ele trata as pessoas de maneira decente, e ouve com atenção o que elas têm a dizer. Infelizmente, é o bastante para colocá-lo acima da maioria da concorrência.”

Acima tem alguns trechos que retirei do livro que citei anteriormente: “O estilo Richard Branson de gerir”. Aconselho a compra do livro, é realmente, muito bom.

Ah, e lembrando, que recentemente (há uns 4 anos atrás) a Virgin lançou na Austrália uma empresa aérea de longo-curso: a V Australia. A companhia que é equipada com moderníssimas aeronaves Boeing 777-300 fazem voos de longa duração para diversos lugares do globo terrestre.

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