A participação da Infraero na Navegação Aérea Brasileira

Em 2009 o Brasil contava com uma frota de 12.505 aeronaves cadastradas junto à ANAC. Analisando os dados dos últimos anos, observa-se um aumento de 5%/ano, em média. Considerando-se esse contexto, em 2010 são 13.130 aeronaves pousando e decolando em 3.677 aeródromos espalhados pelo Território Nacional.

Entre os aeródromos públicos, a Infraero administra 67 aeroportos. Os quais são responsáveis pelo movimento de 97% do fluxo aéreo regular no País, cabendo a mencionada empresa, além da administração de aeroportos, a manutenção e o gerenciamento de 69 Grupamentos de Navegação Aérea.

Através dos Grupamentos de Navegação Aérea, a Infraero oferece serviços aos usuários do transporte aéreo que auxilia na segurança de voo. Esses serviços compreendem o auxílio ao planejamento de voo, informações meteorológicas, o serviço de tráfego aéreo e a transmissão de informações entre os órgãos do SISCEAB (Sistema de Controle do Espaço Aéreo Brasileiro).

No AIS (Serviço de Informações Aeronáuticas) é  conferida a rota proposta, o nível de voo, o preenchimento do plano de voo, ciência dos NOTAM’s e características das aerovias (paridade, sentido único, ou duplo, restrições em alguns trechos), dentre outros.

Na parte da meteorologia, o piloto recebe informações a respeito das condições meteorológicas nos aeródromos envolvidos no voo, e condições em rota. Isso evita, por exemplo, que uma aeronave com plano de voo visual decole para um aeródromo onde está “fechado” para operações visuais.

Em muitas situações, servindo como o último filtro para detecções de falhas, ou descumprimento das regras do ar, o serviço de tráfego aéreo tem como objetivo manter seguro, ordenado e rápido o fluxo das aeronaves no espaço aéreo brasileiro.

Entre todas as especialidades da Navegação Aérea, o Controle de Tráfego Aéreo, é o que tem o curso de formação com maior duração. Não é para menos. O Controlador de Tráfego aéreo, precisa estar preparado, tanto emocionalmente, quanto profissionalmente, para a resolução de qualquer problema que possa aparecer em um dia de trabalho.

Como o controlador da Torre Uberaba sabe que tem uma aeronave indo para aquele aeroporto, se o piloto apresentou o plano de voo em Goiânia? Como ele sabe quando a aeronave vai chegar? Nesse contexto, pode o controlador da Torre Palmas ter acesso as condições meteorológicas do aeroporto de Guarulhos?

A reposta a todas essas perguntas está em um único profissional, denominado OEA (Operador de Estação de Telecomunicações Aeronáuticas), que é responsável pela transmissão e divulgação de algumas informações para o SISCEAB. Entre elas, o METAR (boletim meteorológico), informações dos horários de decolagem, planos de vôos, entre outros.

Nota-se que a Navegação Aérea faz parte de um grande sistema, SISCEAB, o qual precisa estar integrado em sua totalidade, para oferecer um serviço de altíssima qualidade, para se enquadrar entre um dos melhores do mundo. Qualidade esta que já é característica do Brasil, cabendo a Infraero, como participante, o mérito pela parte que lhe é peculiar.

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